Quase...
Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata a pensar naquilo que podia ter sido e no fim nada aconteceu. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que nos escaparam pelos dedos, nas chances que perdemos por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no cinzento.
Basta pensar nas oportunidades que nos escaparam pelos dedos, nas chances que perdemos por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no cinzento.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna, ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na falsidade dos abraços e na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurramos. Sobra estupidez e falta coragem até para ser feliz, é verdade, quase nunca corremos atrás daquilo que nós queremos. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Quem inventou o quase é porque nunca experimentou a desilusão, se a desilusão dói imagina a desilusão de um quase... dói muito, e dói mais quando sabemos que " isso já devia ter sido feito".
Eu sempre tentei, e não conseguia, pensei que fosse uma fase até notar que eu nunca passava do quase...afinal quando arriscamos querermos sempre a Vitória e não um " quase consegui".
Não é que a fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao nosso alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, ou seja, preferir a derrota prévia a duvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Para os erros há perdão, para os fracassos oportunidades, para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar uma a alma.
Eu sempre tentei, e não conseguia, pensei que fosse uma fase até notar que eu nunca passava do quase...afinal quando arriscamos querermos sempre a Vitória e não um " quase consegui".
Não é que a fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao nosso alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, ou seja, preferir a derrota prévia a duvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Para os erros há perdão, para os fracassos oportunidades, para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar uma a alma.



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